TV aberta apresenta sinais de recuperação

TV aberta apresenta sinais de recuperação

Cenário da televisão aberta no Brasil pós pandemia

As principais redes de televisão aberta acumulam perdas de participação no mercado.
Fator 1
O primeiro fator que provocou perda de receita decorreu pelo crescimento de conteúdo disponível via streaming.
Com exceção da Rede Globo, com o Globo Play, a maioria das redes não investiu em outras mídias, perdendo com isso uma parcela significativa de oportunidades de mercado.
Fator 2
O segundo golpe,  provocado pelo desaquecimento da economia, agravada pela pandemia, foi ainda mais danoso ao mercado de televisão aberta como um todo.

Resultado
Se por um lado a veiculação de comerciais, combustível que abastece a televisão, sofreu cortes, reduzindo a receita das estações de tv, por outro, a falta de confiança, de parte significativa dos empresários do setor, na retomada do mercado paralisou os investimentos das emissoras.

Como Consequência
A ação adotada, praticamente como padrão do mercado, foi o abandono de todo tipo de investimento, restringindo-se despesas apenas ao mínimo necessário para sobrevivência.
Com isso, projetos como modernização do parque de equipamentos, reestruturação de setores, expansão, migração de estações analógicas para o digital e construção de estúdios foram postergados para um futuro indefinido.

E agora?
“Quando tudo nos parece dar errado acontecem coisas boas
que não teriam acontecido se tudo tivesse dado certo”
Renato Russo.

Mudança de cenário

Mesmo sem os sinais desejados de recuperação da atividade econômica, diversos fatores concorrem para reascender a esperança em dias melhores para o mercado de televisão brasileiro:

1- Não há expectativa de nenhum plano para recuperação imediata da economia, mas parece razoável acreditar que não há tendência de piora do panorama atual.

2- Os números que medem a situação da pandemia são animadores e assistimos diariamente uma tendência crescente de melhora deste quadro.

3- Há uma projeção para um crescimento significativo nas vendas deste natal superior aos últimos 3 anos, que representa aumento da veiculação de comerciais nas estações de tv.

4- Há uma demanda reprimida nos investimentos em equipamentos. Sabemos que a tecnologia para televisão é fator decisivo na audiência e consequentemente na receita.

5- Em 2022 teremos no Brasil eleições que prometem resgatar a importância da credibilidade do jornalismo na televisão.
Isto se deve ao fato de uma nova percepção coletiva dos danos provocados pela disseminação das “Fake-News”, especialmente veiculadas através das redes sociais.
Percebemos que redes de televisão podem ter algum grau de viés político ideológico, mas sabemos que na televisão existe a figura do “ERRAMOS” de tal modo que há uma tendência pela confirmação de uma notícia somente após sua divulgação em um telejornal, atuando como um carimbo de autenticidade da notícia.
Preocupados com o poder negativo das FakeNews, publicamos em 2020 um artigo sobre o tema, que antecipava a necessidade de retomada da tv aberta, como ferramenta eficaz contra a disseminação de notícias falsas.

Conclusão

Trabalhando em projetos junto a estações de televisão, percebemos uma crescente demanda para a retomada de projetos “engavetados”, migração analógico digital, modernização de master, exibição de jornalismo etc..
Comemoramos um aumento significativo na venda de nossa linha de exibidores TVPLAY,  também os sistemas de gravação X9, TimeDelay e ShiftPlay estão sendo avaliados por diversas emissoras de tv com a perspectiva no ano eleitoral,  
Por isto estamos muito otimistas e convencidos que a televisão brasileira está iniciando a fase de retomada dos negócios e avança mais rápido que o esperado por muitos.

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