História da exibição de vídeos em emissoras de televisão.

A trajetoria dos TV playouts

A exibição dos breaks comerciais passou por diversas mudanças de tecnologia antes de chegar ao presente estado da arte atual.
Basicamente, um break comercial, é o intervalo entre dois blocos de programação onde são exibidos materiais de naturezas diversas tais como: Comerciais, Vinhetas e Chamadas.

break comercial

Como montar o break?

A partir do lançamento das primeiras máquinas de vt  a exibição do intervalo comercial [break] sempre foi um desafio a ser vencido pela indústria de tecnologia de televisão broadcast. O desafio era produzir em uma fita o contéudo para a exibição de cada break. O problema inicial era que não havia máquinas de VT que permitiam edição. A solução adotada à época foi a montagem dos breaks através da técnica de “tape slicing” que consistia no corte e emenda física das fitas formando um carretel contendo todo o conteúdo do break programado. Mais tarde, com a chegada dos editores, era possível reunir em uma fita o conteúdo de cada break.

TapeSlice

Chegou o VT. e agora?

Com o barateamento das máquinas de VT e a chegada de novos formatos como o U-Matic, Vts helicoidais de 1″ e posteriormente o betacam, tornou-se possível reunir na sala de controle mestre diversas máquinas de vt que alternadamente exibiam apenas um material, cabendo ao operador de VT a missão de posicionar a fita e pausar no início e aguardar o comando do controle mestre para acionar o “PLAY”.
Esta operação era extremamente complexa pois exigia um perfeito sincronismo entre os comandos do controle mestre, a operação do operador de VT e o corte do controle mestre. Eram comuns erros como exibição de comerciais ainda em pausa ou o sinal de “black” enquando o operador de VT rebobinava a fita e assim por diante.

Automação dos VTs

Para resolver este problema no início da década de 80 a indústria broadcast lançou seus primeiros automatizadores de exibição.
O processo de posicionar a fita alguns segundos antes do início do material, o acionamento do play e o disparo do próximo VT passaram a ser feitos automaticamente com sistemas como o “Digitrol”. No Brasil, a equipe técnica da TV Globo no Rio de Janeiro e a Phase Engenharia, desenvolveram os primeiros automatizadores de exibição que comandavam máquinas de VT.

AnalogPlayouts

O estado da arte

Finalmente a tecnologia digital permitiu a gravação, edição e armazenamento de vídeos em computadores. Isto abriu o caminho para a produção de sistemas de exibição totalmente gerenciados em um computador. A partir de então os sistemas de exibição [playouts] tornaram padrão de mercado no mundo broadcast.
Em 1999 a  Videomart Broadcast desenvolveu o primeiro modelo da linha de exibidores TVPLAY que, hoje conta com 4 modelos tonando-se líder em um mercado que exige constantes inovações e exigências.